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[ Terça-feira, Junho 21, 2005 ]

 
Códigos
ISABEL CARVALHO [2:41 PM]

Recados:

 
Há uma planta em formato de marreco em frente à casa de madeira da rua paralela à minha.
ISABEL CARVALHO [2:41 PM]

Recados:

 
chove, faz frio e intempéries...
o cheiro de mara invade todas as quinas brasileiras assoladas na corrupção
a cutaia vem atrás arrancando os cofres públicos enferrujados
preciso falar mal de alguém

do meu vizinho, do guarda de trânsito,
oposição a todos e a tudo é a melhor sensação do mundo!

portanto, sinto-me uma idiota perfeita em harmonia com as situações tolas
desse mundinho fodido!

Que horas são? Tô atrasada de novo, caramba!!
ISABEL CARVALHO [2:39 PM]

Recados:

 

Saddam está feliz! Come Doritos em prisão secreta na América do Norte e recomenda a soldado de 19 anos casamento com mulher nem muito burra nem muito inteligente. O fundamental, segundo o ditador, é que tal mulher saiba limpar e cozinhar!
Ah, reafirmou ser ainda presidente do Iraque e que nunca escondera armas de destruição em massa!

ISABEL CARVALHO [2:27 PM]

Recados:

[ Segunda-feira, Junho 20, 2005 ]

 


Retrô



Retrô é retrocesso
Retrospectivas vãs
Retroativismos hipócritas
Tudo que vejo é retrô
Serei eu também?

Exceto uma ou outra progressividade
Está o retrô
Inversamente concebido nesta falsa existência
Onde deveria ser meio
É fim

Se o que pensamos é derivado daquilo que fazemos
E, logo, o que fazemos é derivado daquilo que pensamos,
Por que negar esta dialética ao vislumbrar o passado?

Na vala do retrô estão as ideologias
Quase todas se apóiam no retrô
Para aliviar o medo de refletir a si mesmas

A fé não questiona mais a verdade
Criou sua próprias verdades
E as sustentam no retrô
Na nostalgia mórbida

A filosofia respira vacilante
Busca o ar puro da racionalidade
Num ambiente sufocante
De ar mofado pela banalidade

A música e a arte
O cinema e o teatro
A poesia e a literatura
Quando não reciclados pela estupidez capitalista
Nos remetem lembranças doces
Mas pouco fomentam a verdadeira vida

O amor continua sendo inexplicável na sua essência
Por excesso dele o ser humano sente-se solitário no desejo de
amores novos
Por carência dele se deleita, em massa, em amores recauchutados

Importa amar o que se quer
Para transformar o que se tem
Sem retrô e nem complô
Com novas raízes e matrizes

Revolucionar o velho
Para esculpir o novo

Autor: Luciano Alvez
ISABEL CARVALHO [5:13 PM]

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