DESAFIO A KAPILA
Perdição! Os poetas transcendentais julgam a vida esquecida.
Impõem condições hipnóticas como métodos de salvação.
Da cozinha ao lavabo concentro minha purificação nas palavras.
Ao ignorar se delas emanam divindade, faço delas meu supremo Deus.
Pratico fundamentações condenáveis: sexo ilícito, fumo, álcool e defesa.
Desfaço-me de qualquer mal apenas ao reforço do falso ego.
Só assim, a liberdade!
Afora a vida condenável, devoto ao saber e sou escrava das rimas.
Defendo acima... Além, todas as inquietações.
Quando anoitece repouso o corpo
e a alma, liberta,
passeia pelo corredor de pijama.
ISABEL CARVALHO [10:29 AM]

ISABEL CARVALHO [3:33 PM]
Racismo: até quando?
20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra e aniversário de Zumbi dos Palmares. Zumbi e todos os quilombolas se levantaram contra a escravidão e desafiaram o sistema político e econômico que a sustentava. A revolta dos Palmares traduz para os dias atuais que a luta contra o racismo é uma luta que deve ser travada diretamente contra a elite governante, que é a única culpada pela propagação do racismo.
Anualmente, no mês de novembro, há atividades organizadas por diversos setores, inclusive do Movimento Negro, que reforçam a necessidade do fim da discriminação racial.
Entretanto, o fator discriminação ainda é imenso no Brasil - o último país do mundo a decretar o final da escravidão. O desemprego é 38% maior sobre negros e pardos do que nos brancos. No caso dos salários, a diferença contra os negros é de de 105%.Os negros não têm acesso aos níveis superiores de educação. As crianças negras e jovens negros são os mais vitimados pelas chachinas e pela violência policial.
As mulheres negras trabalhadoras são superexploradas e dificilmente conseguem romper as barreiras que lhe são impostas, impedindo sua ascensão social. Para as empregadas domésticas, a situação se complica, já que o trabalho doméstico além de ser desprestigiado por ser ¿trabalho de mulher¿, carrega o ranço de ser ¿trabalho de escravo¿, redundando em salários baixíssimos, sem respeito aos direitos trabalhistas e com horários irregulares.
A luta anti-racista é uma luta de raça e classe, que deve sempre ter em primeiro plano o combate à discriminação. E esta luta só pode ser travada em aliança com todos os demais setores explorados e marginalizados da população - os trabalhadores, os estudantes, as mulheres, gays e lésbicas, os povos indígenas.
ISABEL CARVALHO [1:50 PM]